Receber o diagnóstico de uma lesão na retina é motivo de grande apreensão para qualquer paciente. Ao ouvir o termo médico “maculopatia”, a primeira reação de grande parte das pessoas é buscar respostas para perguntas como: a maculopatia tem cura? É uma doença grave? A maculopatia pode cegar?
A maculopatia não é uma única doença, mas sim um termo genérico utilizado pela oftalmologia para designar qualquer alteração, desgaste ou lesão que afete a mácula lútea — a região central da retina responsável por nossa visão de detalhes e cores.
Neste artigo completo, explicamos a gravidade da condição, as opções de tratamento disponíveis e se é possível reverter ou conter a perda visual.
A resposta curta e honesta da oftalmologia é que a maioria das maculopatias não possui uma cura definitiva no sentido de reverter completamente o desgaste celular já ocorrido, mas possuem tratamentos altamente eficazes capazes de controlar a progressão, estabilizar a visão e evitar a cegueira.
O tecido da retina é composto por neurônios altamente especializados (fotorreceptores) que, uma vez destruídos, ainda não têm a capacidade de se regenerar espontaneamente. No entanto, o objetivo da medicina ocular moderna é interromper a evolução da lesão a tempo de preservar a visão funcional do paciente.
Esta é uma das maiores fontes de ansiedade para quem recebe o diagnóstico. A maculopatia raramente causa cegueira total (escuridão absoluta).
Como a mácula lútea é responsável apenas pela visão central, as doenças maculares afetam a capacidade de ler, reconhecer rostos, dirigir ou ver detalhes finos. A visão periférica (lateral) do paciente costuma permanecer intacta. Isso significa que, mesmo nos casos em que há perda da visão central, a pessoa geralmente mantém a capacidade de se locomover e manter certa independência no espaço físico.
Contudo, se a condição não for diagnosticada e tratada a tempo, a perda da visão central pode tornar-se severa e irreversível (caracterizando o que a medicina chama de baixa visão ou cegueira legal).
A forma de lidar com a doença varia de acordo com a sua causa subjacente:
É caracterizada pelo crescimento de microvasos sanguíneos frágeis e anormais sob a retina, que vazam fluido e sangue, causando inchaço rápido na mácula.
Ocorre devido ao afinamento e desgaste gradual do tecido macular ao longo dos anos, sendo a forma mais comum na Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
Acomete frequentemente adultos jovens e de meia-idade sob alto estresse, caracterizada pelo acúmulo de líquido sob a retina.
Pode decorrer do diabetes descontrolado (edema macular) ou do uso prolongado de certos medicamentos (como a hidroxicloroquina). O tratamento exige o controle rigoroso da glicemia ou a substituição da medicação causadora pelo médico.
Fique atento aos sinais de que a sua mácula pode estar sofrendo lesões:
A Tela de Amsler é uma ferramenta simples de autoavaliação recomendada por oftalmologistas para monitorar a mácula em casa:
Importante: Se você notar linhas tortas na Tela de Amsler, procure um oftalmologista especialista em retina imediatamente.
A maculopatia pode não ter uma cura simples em comprimido, mas o diagnóstico precoce e as modernas terapias com injeções e laser transformaram o prognóstico da doença. Hoje em dia, a maioria dos pacientes que iniciam o tratamento no momento certo consegue manter a visão e a qualidade de vida por muitos anos.
Percebeu manchas ou linhas tortas no centro da sua visão? Não adie a avaliação da sua retina. Agende uma consulta em nossa clínica oftalmológica e faça um exame de Tomografia de Coerência Óptica (OCT).
Aviso legal: Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta médica oftalmológica.